A mídia brasileira em tempos de Covid-19: interesses e posicionamentos

Por Isabela Neves

Esse texto tem como intuito dar continuidade à análise de como a mídia reagiu à chegada da Covid-19 no Brasil em seu quarto mês de pandemia, além de trazer uma abordagem conclusiva do período de quatro meses em que aqui se analisou o posicionamento da grande mídia no Brasil frente a esse contexto. O negacionismo do presidente Bolsonaro, desde o primeiro mês de pandemia, evidenciou ainda mais a importância do papel dos meios de comunicação na função de conscientizar a sociedade civil. A mídia obteve um protagonismo inerente à função de comunicadora, que ocorre em meio ao conflito com Bolsonaro e alguns seguidores. Portanto, se faz necessário o acompanhamento dos interesses e posicionamentos da grande mídia nessa crise e nesse embate.

Como verificado nos Boletins anteriores, haveria uma ambiguidade da Imprensa em tratar das questões políticas em relação à agenda econômica. A hipótese que este presente texto pretende defender é que, assim como nos outros três meses de pesquisa, essa contradição permanece.

Isso se deve ao fato de que, se por um lado os jornais O Globo e Folha de São Paulo são combativos em seus editoriais às agressões à imprensa, prezam pela política de isolamento social e fazem críticas contundentes a ministros, apoiadores do presidente e outros personagens vinculados a Bolsonaro; por outro, a agenda econômica neoliberal vem sendo apoiada pelo setor. Isso se expressou nos meses anteriores através do apoio a medidas de austeridade fiscal, que se opõem aos gastos públicos para a recuperação econômica e amparo dos trabalhadores. Portanto, cabe a esse texto realizar uma análise da totalidade do papel que desempenha a grande mídia, apontando toda a sua homogeneidade de posicionamento ao longo dos quatro meses de pandemia.

Para trabalhar essa hipótese foi feito um mapeamento dos principais assuntos dos editoriais da Folha de São Paulo e do jornal O Globo no período de um mês, compreendido entre 12 de junho a 13 de julho, e um resgate dos editoriais e observações dos demais meses de pesquisa.

A mídia e Bolsonaro: acordos nas pautas econômicas e conflitos nos temas políticos

Como mencionado, desde que a pandemia se instaurou no Brasil, foram identificadas contradições nos posicionamentos dos jornais pesquisados ao longo da pesquisa. Essa ambiguidade operou sempre pela adesão da agenda econômica governamental e oposição a algumas nuances políticas. É, por sua vez, a adesão à agenda econômica que evidencia que a mídia age sobre o crivo de interesses de classe, e defende sua própria classe: a empresarial.

Nos meses passados isso foi manifestado pela constante preocupação dos editoriais em tratar da questão da austeridade fiscal. No primeiro mês, isso se inseriu no debate sobre o auxílio emergencial. No segundo e terceiro mês o foco foi no apoio ao teto de gastos e às reformas liberais, sobretudo a reforma administrativa no terceiro mês de quarentena. Vimos um compromisso tanto de O Globo quanto da Folha de São Paulo em defender a ideologia neoliberal que reside no modelo econômico adotado pelo ministro da Economia Paulo Guedes.

Nesse mês, o movimento da sociedade civil se manifestou contra o trabalho exploratório que exercem os entregadores de aplicativos. Para esse caso, a imprensa se mostrou omissa.

Como de costume, O Globo e a Folha permaneceram defendendo a liberdade de imprensa e a política de isolamento social, bem como ainda se posicionam a favor das reformas liberais. Porém, além de mais do mesmo, no âmbito político, os debates se voltaram para a saída do já anteriormente bastante criticado pelos jornais, Weintraub, e quanto ao caso Queiroz.

Ao mesmo tempo, o debate econômico incorporou o sucessivo assentimento da grande mídia ao setor privado, dessa vez pelo apoio a lei aprovada pelo Senado Federal, referente a um avanço da estratégia de privatização do saneamento.

O oposicionismo midiático: críticas a Weintraub e o caso Queiroz

Nos primeiros meses de pesquisa, os temas políticos principais giravam em torno das críticas ao negacionismo do presidente em seus pronunciamentos e da defesa da liberdade de imprensa. O primeiro debate, se apresentou nos outros meses por exemplo no editorial de título “Presidente, retire-se”[1], de 26 de março na Folha, ou no editorial “Bolsonaro minimiza a epidemia e coloca Brasil em risco”[2], de 25 de março, em O Globo. Com isso, a repercussão dos pronunciamentos veio junto com a preocupação desses canais com a política sanitária de isolamento social.

 Já no texto passado, a preocupação com as medidas sanitárias apareceu por outro motivo; desta vez, o debate sobre isolamento social esteve atrelado à flexibilização. As opiniões de ambos os jornais foram negativas quanto a isto, tanto no editorial nomeado “Flexibilização precoce poderá levar a aumento de casos de coronavírus”[3], de O Globo em 2 de junho, como na Folha, no editorial “Devagar com o andor”[4], de 6 de junho.

Na análise desse mês, entre junho e julho, igualmente houve a preocupação com o isolamento social por conta da flexibilização. O editorial de título “Alívio a vista”[5], de 18 de junho, na Folha de São Paulo, falou sobre o declínio numérico de mortes por Covid-19 em São Paulo, no entanto criticou a abertura de centros de compras na capital e na Grande São Paulo, que poderia acabar rapidamente com esse declínio. No jornal O Globo, em 30 de junho, um editorial intitulado “É preciso ter mais cautela no ritmo de flexibilização das atividades”[6] sugeriu que a flexibilização fosse feita de forma a seguir algumas precauções que evitem aglomerações, citando a realidade dos transportes públicos lotados no Rio de Janeiro que não se inserem nessa organização.

Já a pauta de liberdade de imprensa no primeiro mês se deveu ao intento do presidente de colocar em execução a medida provisória que limita a amplitude da Lei de Acesso à Informação. Uma espécie de censura que foi descartada pelo STF e criticada pelos editoriais “Coronavírus é usado pelo autoritarismo”[7] em O Globo, do dia 29 de março, e “Vírus autoritário”[8] na Folha, em 2 de abril.

 Desde o segundo texto da pesquisa, as manifestações pró Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto, que começaram no final de maio e contaram com agressões à imprensa, viraram tema principal dentro dessa pauta.  Referente a esse tema, a Folha tornou público um editorial de título “Marcha dos covardes”[9], de 3 de abril, e o jornal O Globo expos seu posicionamento em “Bolsonaro insiste na desobediência institucional”[10]. Além do terceiro texto da pesquisa debater novamente sobre as manifestações, também trouxe críticas contra a ocultação de casos pelo ministério da Saúde. A Folha criticou a política no editorial de título “Golpe estatístico”[11], de 7 de junho, e O Globo em “É grave a decisão de ocultar dados sobre a Covid-19”[12], de 8 de junho.

Nesse mês de pesquisa, o mesmo tema esteve agregado novamente às manifestações da extrema direita, denominada “300 do brasil”. O acontecimento principal que levou a uma repercussão dos jornais foi a prisão de Sara Winter, ativista de direita e fundadora desse movimento antidemocrático, que fez ameaças explícitas em sua rede social ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes. No jornal O Globo, um editorial de título “Ataque a democracia não pode ficar impune”[13], de 16 de junho, afirmou que Sara Winter estaria construindo uma imagem para se lançar na política. Ainda, o editorial critica Weintraub por ter reafirmado que queria prender os ministros da corte. A Folha não repercutiu o caso.

Ademais, como nos meses passados os jornais repercutiram a saída de todos os ministros, aconteceu o mesmo com a saída de Weintraub do ministério da Educação. Na Folha saiu um editorial dia 19 de junho, denominado “Sabujo expelido”[14], que considera que o ex-ministro teria enfraquecido Bolsonaro e que sua saída teria sido positiva para o país, como mencionado pelo próprio editorial, “um alento”. No jornal O Globo, em um editorial intitulado “Governo protege Weintraub, acusado de crime contra a segurança nacional”[15], de 19 de junho, é destacado o desgoverno com que o ex-ministro conduziu seu ministério, deixando uma “folha em branco”. Após a saída, Carlos Decotelli foi nomeado ministro da Educação, mas renunciou apenas cinco dias após a nomeação.

Com a prisão de Fabrício Queiroz no dia 18, ambos os jornais se pronunciaram. Em O Globo, um editorial intitulado “Instituições funcionam na prisão de Queiroz”[16], de 19 de junho, afirma que o Ministério Púbico, a Justiça e os organismos policiais estariam trabalhando de forma positiva nas investigações que envolvem o presidente e na prisão do Queiroz. No mesmo dia, a Folha publicou um editorial repercutindo o caso, intitulado “O fator Queiroz”[17]. Este, por sua vez, também elogia as instituições, destacando que haveria obviamente um desconforto de Bolsonaro com o caso, lembrando que já estaria sendo investigado além disso com as fake news.

As manifestações dos entregadores de aplicativos e a omissão midiática

Na quarta-feira, dia primeiro de julho, ocorreu uma paralisação nacional dos entregadores. Anteriormente, já estavam ocorrendo manifestações pelo país que demandavam questões de segurança no trabalho e melhorias salariais para os entregadores de aplicativo. No texto passado, com as manifestações antirracistas e antifascistas, ambos os jornais foram omissos ao repercutir suas pautas, restringindo as demandas da oposição ao autoritarismo bolsonarista. Como ocorreu em um editorial da Folha de São Paulo de 8 de junho, intitulado “Novo ingrediente”[18].

Nesse mês, a Folha, no editorial de título “Breque oportuno”[19] de 2 de julho, reduz as demandas dos entregadores a uma questão sanitária na pandemia, deixando a entender que a pauta estava ligada à precaução para não contração do vírus no trabalho. Além disso, esse jornal também fez questão de desvincular a paralisação a uma demanda por enquadramento nas normas da CLT, alegando que engessaria a relação entre empresas e trabalhadores. O jornal O Globo, bem como mês passado, não repercutiu a manifestação. As demandas dos entregadores de aplicativo se intercruzam de forma direta com questões trabalhistas que estão em oposição aos interesses do grande empresariado.

A mídia e a economia: avanço no processo de privatização da água

Desde o começo desses quatro meses, a mídia defende um estado forte ao estipular medidas sanitárias. Porém, para os temas econômicos, a ideia de um estado forte se esvai. Prioriza-se a austeridade fiscal – que ocorre com o Teto de Gastos, Reforma da Previdência, Reforma Administrativa e demais reformas – frente a crise da Covid-19, que evidenciou o quanto são importantes os serviços públicos (sobretudo, nesse momento, os que dizem respeito à saúde da população) e a renda básica para proteção dos trabalhadores e até mesmo para a economia girar.

Esse aspecto ficou claro primeiramente no apelido de ‘coronavoucher’ que os jornais estavam adotando nos noticiários, e posteriormente com a consecutiva defesa da agenda de reformas. O primeiro editorial que discutiu acerca das reformas foi um de O Globo, intitulado “Funcionalismo tem que dar sua contribuição”[20], de 20 de março. Mas essa defesa foi colocada na análise de todos os textos da pesquisa até a aqui.

Uma das poucas pautas econômicas ao longo da pesquisa que gerou um desacordo com a agenda do governo é a gestão do meio ambiente. Nesse caso, essa preocupação está ligada às relações exteriores sob o desmonte da política ambiental. Há um editorial de O Globo, de título “Problema do meio ambiente fica mais sério”[21], de 9 de julho, e da Folha, intitulado “Custoso desgoverno”[22], de 8 de julho, que debatem o tema.

Tal qual mês passado, a mídia continuou atacando o funcionalismo público com intuito de pressionar as reformas neoliberais. Em O Globo, por exemplo, um editorial de 15 de junho de título “Governo pode cortar salários para custear auxílio aos pobres na crise”[23] pressiona para a votação do projeto na Câmara que proíbe os, chamado pelo jornal, “supersalários” no setor público, mais uma vez se utilizando de uma falsa simetria em que alega que o corte no setor público será preciso para o Estado poder custear a extensão do auxílio para os trabalhadores informais. Esse artifício, bem como as comparações entre os trabalhadores do setor público e privado, procura produzir um racha entre setores trabalhistas e a mesma falsa equivalência foi utilizada anteriormente em um editorial do terceiro texto de análise, de O Globo, intitulado “Manobra aumenta desigualdades entre setores público e privados”, em 30 de maio.

A Folha, por sua vez, no editorial “O momento da reforma tributária[24], de28 de junho, reafirma o amparo à agenda de reformas neoliberais como O Globo. Porém, além disso, falou sobre um dos principais motivos pelo qual existe a preocupação com a austeridade fiscal: a questão tributária. A Folha visa o grande empresariado quando critica a tributação. É oportuno para o grande empresariado levantar a bandeira da austeridade já que a tributação o atinge no processo de acumulação de riquezas.

Para mais, além do repetitivo reforço na adesão das reformas liberais, ficou também por conta desse mês analisar o posicionamento desses jornais frente a aprovação pelo Senado da nova lei do setor de saneamento. Nessa nova regra, a contratação por serviços será feita por licitações e com isso empresas públicas não poderão ser contratadas diretamente. 

Nos editoriais dos dois jornais apareceu o pleno apoio a lei. E, como interesses bem alinhados, ambos se referiram à medida como uma “modernização” do serviço. Em O Globo, em um editorial de título “Saneamento pode abrir ciclo de investimentos”[25], de 26 de junho, são apontadas problemáticas na distribuição do saneamento, que o jornal atribui à estatização do serviço. Há também, como consta em muitos temas que levam em conta o desmantelamento do serviço público, uma falsa preocupação com questões trabalhistas. Alega-se que a privatização é uma possibilidade de geração de empregos, sem considerar como serão as condições de trabalho e o acesso a direitos em um sistema privado.

A Folha, por seu turno, se utilizou de argumentos muito parecidos. Em um editorial intitulado “Hora do saneamento”[26], de 21 de junho, em que se chama a gestão pública do saneamento básico de um “mal serviço” afirmando que existiria um Tabu ideológico contra a privatização. Além disso, bem como O Globo, a Folha exerce um discurso de preocupação com a democratização do acesso ao saneamento, que é contraditório, levando em conta todo o apoio a políticas neoliberais que pressupõe o Estado mínimo e beneficiam somente alguns grupos.

Deve-se resgatar que, no primeiro texto dessa pesquisa, de forma inédita, se analisou na imprensa discursos que valorizassem o SUS, como no editorial de título “País precisa fixar a ciência e o SUS como prioridade”[27], de 30 de março, em O Globo. Porém, isso só se deveu ao fato de estarmos em um contexto extremo, já que bem como anteriormente o nosso sistema de saúde pública era estigmatizado como ineficiente pela grande mídia, foram utilizados os mesmos argumentos para o serviço público de saneamento básico.

Conclusão

Existiu por todo esse tempo, de fato, um papel eficiente da grande mídia em conscientizar a população e pressionar as medidas sanitárias. A mesma agiu também se opondo ao autoritarismo bolsonarista – como o oposicionismo a manifestação denominada “300 do brasil”, além de se opor à lei que restringiu o acesso à informação. Por outro lado, os jornais pesquisados estão alinhados à agenda neoliberal do governo, ao passo que as principais pautas discutidas acerca da economia defendem a austeridade fiscal, mesmo em um contexto em que a intervenção do Estado seja crucial, dada a possível crise do neoliberalismo que a pandemia evidenciou.

É possível concluir, portanto, que a grande mídia seleciona bem discursos, substitui pautas e demoniza setores. A mídia seleciona discursos quando se utiliza da palavra modernização para se referir a privatização. Substitui pautas referentes às duas manifestações da sociedade civil. Demoniza o serviço público, culpando gestores e servidores por problemas, e não a falta de verba. Colocando esses trabalhadores como vilões através de falsas simetrias entre o trabalhador do setor privado e até mesmo com relação à política de renda básica emergencial.

Finalmente, ao longo desses quatro meses ficou evidente que o oposicionismo midiático quanto a temas políticos em alguns momentos se intensificou, porém, não foram suficientes para que a mídia deixasse de apoiar o projeto econômico bolsonarista, que é subserviente justamente aos interesses da grande mídia: a empresarial.


[1] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/03/presidente-retire-se.shtml

[2] https://oglobo.globo.com/opiniao/bolsonaro-minimiza-epidemia-poe-brasil-em-risco-24326172

[3] https://oglobo.globo.com/opiniao/flexibilizacao-precoce-podera-levar-um-aumento-de-casos-de-covid-19-1-24456851

[4] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/devagar-com-o-andor.shtml

[5] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/alivio-a-vista.shtml

[6]https://oglobo.globo.com/opiniao/e-preciso-mais-cautela-no-ritmo-de-flexibilizacao-das-atividades-24505664

[7] https://oglobo.globo.com/opiniao/coronavirus-usado-pelo-autoritarismo-1-24334683

[8] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/04/virus-autoritario.shtml

[9] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/05/marcha-dos-covardes.shtml

[10] https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial-bolsonaro-insiste-na-desobediencia-institucional-24408585

[11] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/golpe-estatistico.shtml

[12] https://oglobo.globo.com/opiniao/e-grave-decisao-de-ocultar-dados-sobre-covid-19-1-24467491

[13] https://oglobo.globo.com/opiniao/ataque-democracia-nao-pode-ficar-impune-24481064

[14] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/sabujo-expelido.shtml

[15]https://oglobo.globo.com/opiniao/governo-protege-weintraub-acusado-de-crime-contra-seguranca-nacional-1-24486838

[16] https://oglobo.globo.com/opiniao/instituicoes-funcionam-na-prisao-de-queiroz-1-24486786

[17] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/o-fator-queiroz.shtml

[18] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/novo-ingrediente.shtml

[19] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/07/breque-oportuno.shtml

[20] https://oglobo.globo.com/opiniao/funcionalismo-tem-de-dar-sua-contribuicao-1-24316691

[21] https://oglobo.globo.com/opiniao/problema-do-meio-ambiente-fica-mais-serio-1-24522512

[22] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/07/custoso-desgoverno.shtml

[23]https://oglobo.globo.com/opiniao/governo-pode-cortar-salarios-para-custear-auxilio-aos-pobres-na-crise-24476917

[24] https://oglobo.globo.com/opiniao/o-momento-da-reforma-tributaria-1-24501175

[25] https://oglobo.globo.com/opiniao/saneamento-pode-abrir-ciclo-de-investimentos-24499893

[26] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/06/hora-do-saneamento.shtml

[27] https://oglobo.globo.com/opiniao/pais-precisa-fixar-ciencia-o-sus-como-prioridades-1-24334088

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