As eleições municipais na Região Nordeste

Por Isabela Neves

Este presente texto pretende introduzir o quadro eleitoral das nove capitais da região Nordeste, com o objetivo de avaliar, daqui em diante, como se sucede a eleição para a prefeitura dessas capitais. Sendo estas: Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís do Maranhão, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracajú.

Essa análise verificará temáticas como a influência (ou não influência) do bolsonarismo, bem como a força dos diferentes campos políticos (direita liberal, esquerda petista e não petista), identificando assim continuidades e descontinuidades, conflitos e divergências entre as cidades.

No âmbito nacional, sabe-se que o Nordeste foi a única região em que o atual presidente Jair Bolsonaro não venceu. Fernando Haddad registrou 69,7% dos votos válidos, contabilizando 20,3 milhões de votos, contra 8,8 milhões de Bolsonaro[1]. Sendo que em algumas capitais foi Bolsonaro quem teve êxito, estas são: Natal, João Pessoa e Maceió[2]. No entanto, a preferência geral por Haddad na região não significa que o bolsonarismo de certa forma não tenha sido capaz de obter algum grau de influência, haja visto que o presidente esteve em segundo lugar no primeiro turno em muitos estados nordestinos.

Nossa hipótese é de que a adesão bolsonarista é relativamente baixa nas urnas em se tratando do nordeste e, além disso, que apesar do antipetismo ter sido um projeto que muito influiu na política brasileira, não logrou tanto êxito, como em demais regiões, na demonização do PT e, principalmente, de outros partidos de esquerda nessa região, também no contexto municipal.

Para trabalhar essa hipótese foi coletado o histórico de prefeituras eleitas em 2016 e 2012, os governadores eleitos em 2014 e 2018 e os pré-candidatos às eleições de 2020. Essas informações foram procuradas nos jornais: G1, Folha de São Paulo, Diário do Nordeste, Jornal de Alagoas, O Norte, Diário de Pernambuco, O imparcial, Gazeta do Povo, Esquerda Diário, Folha de Pernambuco, UOL notícias e O Globo.

Eleições municipais e pandemia: os pré-candidatos

Com a pandemia da Covid-19, houve alterações no calendário das eleições municipais, e o prazo para pedido de registro de candidatura será 26 de setembro. Dessa forma, o primeiro e segundo turnos das eleições foram alterados para os dias 15 e 29 de novembro, respectivamente. Portanto, apesar de já ser possível acompanhar algumas pré-candidaturas, elas não são oficiais.

Com a pandemia e as medidas de distanciamento, ocorre uma centralidade das mídias sociais e propagandas de televisão nas campanhas[3]. As mídias sociais foram utilizadas nas eleições de 2018, a fins de campanha, significatimente. O fenômeno das fake news por exemplo evidenciou uma necessidade de aprimoramento de instrumentos de fiscalização, para apura-las.[4]

O tempo de televisão é definido conforme o tamanho de cada bancada eleita na Câmara dos Deputados, e a coligação é importante, pois o tamanho da bancada se somará ao tempo dos seis maiores partidos da coligação. O TSE ainda não divulgou a tabela do tempo de divisão de propaganda. Com a reforma política de 2017, que estará em vigor nas eleições municipais, apenas os partidos que obtiveram, nas eleições para a Câmara dos Deputados de 2018, no mínimo, 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas, terão acesso à propaganda gratuita no rádio e na TV. Argumenta-se que partidos pequenos serão muito prejudicados[5].

O jornal “O Imparcial”[6] especulou um cenário para São Luís do Maranhão em relação ao tempo de televisão, a partir dos candidatos que já fecharam apoio: Eduardo Braide (Podemos) teria 13 segundos, Duarte Jr (Republicanos) com 33 segundos, Neto Evangelista (DEM) 32 segundos e Rubens Júnior (PCdoB) 12 segundos.

Como Maceió, João Pessoa e Natal foram as três capitais em que Bolsonaro ganhou, cabe conjecturar que alguns candidatos poderão sim tentar se associar ao bolsonarismo. Em Maceió[7] a lista de partidos que indicou candidatos é composta pelo: PMN, PSOL, PDT,PSB, PSL, PT e PC do B. Em Natal[8] somavam 15 pré-candidatos até 8 de agosto de 2020. Além da provável candidatura à reeleição do prefeito Álvaro Dias  (PSDB) outros candidatos são: Sérgio Leocádio (PSL), Coronel Azevedo (PSC), Roberto Paulino (PSOL) e Hermano Moraes (PSB). Em João Pessoa[9], por sua vez, alguns dos candidatos são: Raoni Mendes (DEM), Ruy Carneiro (PSDB), os suplentes Nilvan Ferreira (MDB) e Anísio Maia (PT), Eduardo Carneiro (PRTB) e Wallber Virgulinho (Patriota).

No Recife[10], alguns dos pré-candidatos na disputa da prefeitura, até então são: João Campos (PSB), e os quatro candidatos de oposição: Mendonça Filho (DEM), Daniel Coelho (Cidadania), Marília Arraes (PT) e a Delegada Patrícia Domingos (Podemos).

Em Teresina[11], os candidatos confirmados até o momento são: José Pessoa Leal (DEM), Kleber Mutezuma (PSDB), Fábio Abreu (Partido Liberal), Simone Pereira (PSD), Fábio Novo (PT), Valter Alencar (PSC), Diego Melo (Patriota), Fábio Sérvio (PROS).

Em Salvador[12], alguns dos pré-candidatos são: Bruno Reis (DEM), Cezar Leite (PRTB), Denise Santiago (PT) e a ex prefeita Lídice da Mata (PSB) que foi prefeita em 1992.

Em Aracajú[13] além da suposta cadidatura à  reeleição do atual prefeito, que em janeiro se filiou ao PDT, constam como pré-candidatos também: Almeida Lima (PV), Mário Leony (PSOL), João Tarantella (PSL) que em 2016 já concorreu ao cargo, Rodrigo Valladares (PTB) que ocupa o cargo de deputado estadual do Sergipe, Valladares Filho (PSB) que já concorreu ao governo de Sergipe e à prefeitura em 2016, Danielle Garcia (Cidadania) e Paulo Márcio (PDC).

Por fim, em Fortaleza[14], alguns dos que já se manifestaram como interessados em se candidatarem foram: Heitor Freire (PSL), Luizianne Lins (PT), Paula Colares (UP) e Renato Roseno (PSOL).

Continuidades entre 2012 e 2016

As eleições para prefeitura de 2012[15] e 2016[16] não expressam uma mudança muito significativa entre elas. Isso se deve ao fato de que além de ocorrerem reeleições em quatro cidades, houve permanência de partidos também em quatro cidades. Essas informações estão na tabela abaixo, que se refere aos partidos eleitos para a prefeitura das capitais do Nordeste nas duas últimas eleições:

Eleições municipais (2012 e 2016) – Capitais da região Nordeste.

Capitais Eleitos em  2012Eleitos em 2016
AracajuDEMPC do B
FortalezaPSBPDT
João PessoaPTPSD
MaceióPSDBPSDB
NatalPDTPDT
RecifePSBPSB
São Luís do MaranhãoPTCPDT
SalvadorDEMDEM
TeresinaPSDBPSDB

Elaborado pela autora.

As cidades em que houve reeleição foram: Maceió, João Pessoa (sendo que nessa cidade houve troca de partido por parte do prefeito Luciano Catarxo- do PT para o PSD), Teresina e Natal (com a renúncia em 2018, atualmente o prefeito é Álvaro Dias, do PSDB). E as cidades em que o governo é do mesmo partido desde 2012 são: Maceió, Salvador, Recife Teresina. No caso de Natal, o candidato Carlos Eduardo, que foi eleito pelo PDT, em 2012, também se elegeu em 2016. Ele renunciou, contudo, em 2018, e desde então o PDT não governa mais a cidade de Natal.

Em 2012, o PDT ocupava apenas uma prefeitura: a de Natal. Já em 2016, foi o partido mais eleito nas prefeituras das capitais do nordeste. Foram eleitos três candidatos do partido. Sabendo que um candidato do PDT renunciou, mas em compensação o prefeito de Aracajú foi do PC do B para o PDT, atualmente ainda existem três prefeitos desse partido.

Outro partido que tanto em 2012 quanto em 2016 aparece na prefeitura de mais de uma capital é o PSDB. Se em 2012 o PSDB possuía, nas capitais, duas prefeituras: Maceió e Teresina, em 2016 houve reeleição desses dois candidatos e, além disso, a renúncia do ex-prefeito de Natal em 2018 fez com que o vice o sucedesse, que é Álvaro Dias, do PSDB.

As eleições de 2018: a baixa adesão ao bolsonarismo

Finalmente, aqui analisaremos a conjuntura das eleições de 2018. Como mencionado, no âmbito nacional, o antipetismo não foi forte o suficiente para que um candidato do PT fosse preterido pela opção Bolsonaro. Partindo para a análise da adesão ao bolsonarismo nesse ano, de 2020, a partir de dados[17] de junho, se examinou que, segundo fontes do Datafolha, entre os moradores do Nordeste, 52% avaliava o governo como ruim ou péssimo, e 53% “nunca confia” nas declarações do presidente. Em contrapartida, esse quadro não se manteve no mês de agosto. Também segundo pesquisa do Datafolha, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a aprovação de Bolsonaro atingiu, nesse mês, o seu maior número de todo o mandato; 37% consideram o governo bom ou ótimo[18]. No nordeste, a rejeição foi para 35%, isto é, 17% a menos. do que mês passado. A aprovação, por sua vez, foi para 33%, subindo 6 pontos[19].

Com isso, a partir desses dados é possível visualizar que apesar do Nordeste ter sido visto como região de oposição ao governo, a pesquisa Datafolha desse mês registrou significativas mudanças nesse quadro. Assim sendo, torna-se relevante mapear também as eleições para governo do estado, a fim de entender mais a fundo se nesse plano houve adesão ao campo bolsonarista. A tabela abaixo expõe os partidos que foram eleitos nas eleições para governo do estado de 2014[20] e 2018[21], respectivamente:

Eleições estaduais (2014 e 2018) – estados da região Nordeste.

EstadosEleitos em 2014Eleitos em 2018
AlagoasPMDBMDB
BahiaPTPT
CearáPTPT
MaranhãoPC do BPC do B
ParaíbaPSBPSB
PernambucoPSBPSB
PiauíPTPT
Rio Grande do NortePSDPT
SergipePMDBPSD

Elaborado pela autora.

O resultado foi que houve uma larga eleição de partidos aliados a esquerda. Na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte os governadores são do PT. Em Pernambuco e Paraíba, do PSB. E no Maranhão o governo eleito é do PC do B. Isto contabiliza um total de sete estados do nordeste com governos alinhados à esquerda, sendo que em cinco destes houve reeleição (no Ceará, na Bahia, Piauí, Maranhão e Pernambuco).

Os partidos do centro e da direita foram eleitos em: Alagoas com o MDB pela reeleição de Renan Filho, e no Sergipe com o PSD. Observa-se, além disso, que o PSB possui um grande eleitorado em Pernambuco, haja visto que entrou não somente nas duas últimas eleições para a prefeitura da capital Recife, mas também nas duas últimas para governo do estado.

Além disso, é importante mencionar que em apenas dois estados (Sergipe e Rio Grande do Norte) as eleições foram para o segundo turno, nos demais estados os governadores foram decididos logo no primeiro turno.

Conclusão

O Nordeste é visto como núcleo duro do PT. Em contrapartida, ao avaliarmos as prefeituras das capitais do nordeste, tanto em 2012 quanto em 2016, nota-se que praticamente não foram eleitos candidatos petistas (a única exceção é João Pessoa em 2012).

O cenário em 2018, com a eleição de quatro candidatos do PT, caminha para outro ângulo do que se pode concluir a respeito das eleições municipais (de 2012 e 2016). Aqui a adesão ao partido foi alta. Com isso, é possível especular que, como ao examinar a prefeitura das capitais se exclui as outras cidades, pode ser graças a estas últimas o grande contingente de votos em candidatos petistas. Para o Cientista Político David Fleischer da Universidade de Brasília, por exemplo, o fato de Bolsonaro ter saído vitorioso em três capitais, pode estar ligado a uma menor dependência do Bolsa Família quando comparado com as demais cidades[22].

No que se refere ao pós eleições de 2018, alguns acontecimentos tem que ser levados em conta, entre eles a soltura de Lula, e como isso mobilizou uma região considerada núcleo duro lulista. Ainda, no contexto de pandemia, frente ao negacionismo e os conflitos durante a crise saninitária da covid, espera-se que a reprovação a Bolsonaro tenha aumentado, e isto parecia vir se manifestando[23]. No entanto, a última pesquisa do Datafolha sugere uma mudança significativa na aprovação e desaprovação ao governo. Os jornais, como o G1, argumentam que isso se deveu ao auxílio emergencial de Paulo Guedes. Se antes a base de apoio a Bolsonaro eram sobretudo as classes médias e pessoas mais escolarizadas, esse quadro pode estar se invertendo[24].

Bem como metade dos beneficiários do Bolsa Família estavam no Nordeste[25], ainda que as medidas bolsonaristas se diferenciem das petistas, segundo dados do PNAD (Pesquisa Nacional por amostras de domicílios) do IBGE a renda básica está em 58,9% dos lares nordestinos. Isso pode ser uma explicação possível para a diminuição da rejeição ao presidente e melhor avaliação do mesmo na região, basta compreender agora em que nível isto tem se sucedido nas capitais.

Além disso, cabe analisar para os próximos boletins, também, as coligações que definirão as articulações da esquerda, direita liberal e direita bolsonarista nas eleições municipais. Além do elo petista que já se percebe no Nordeste, é preciso observar candidatos do PSB e do PDT. Este último foi muito votado nas capitais, a partir das eleições municipais de 2016.

Conclui-se, diante desse quadro, que houve uma baixa entrada de partidos de extrema direita nas eleições anteriores, tanto da prefeitura quanto para governo do estado. Isso não significa dizer, no entanto, que partidos do chamado centrão (posicionados na direita liberal) pareçam ter baixa adesão. Para mais, o aumento do número dos que avaliam positivamente o presidente, se continuada nos próximos meses, pode ocasionar o alinhamento de candidatos, que objetivam a própria eleição, à ideologia bolsonarista. No mais, aguardemos as candidaturas oficiais de cada região.


[1] https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/29/haddad-ganha-no-nordeste-e-bolsonaro-nas-demais-regioes-do-pais.ghtml

[2] https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/eleicoes-2018/bolsonaro-foi-o-mais-votado-em-cinco-capitais-do-nordeste-8p9ytzi7sehxao92ocnawdiqn/

[3] https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/07/25/campanha-eleitoral-pandemia.htm

[4] https://g1.globo.com/politica/blog/cristiana-lobo/post/2018/12/31/redes-sociais-mudam-completamente-a-relacao-dos-eleitores-com-seus-representantes.ghtml

[5] https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/politica/nova-regra-deixa-partidos-nanicos-sem-tempo-de-tv-nas-eleicoes-municipais-1.2976246

[6] https://oimparcial.com.br/politica/2020/07/pre-candidatos-a-prefeitura-de-sao-luis-e-sua-influencia-digital/

[7] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-quem-sera-o-proximo-prefeito-de-maceio-confira-pre-candidatos/

[8] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-alem-de-alvaro-dias-conheca-outros-concorrentes-a-prefeitura-de-natal/am

[9] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-joao-pessoa-tera-13-provaveis-candidatos-a-prefeitura/

[10] https://www.folhape.com.br/colunistas/blogdafolha/pre-candidatos-a-prefeitura-do-recife-marcam-presenca-na-festa-da-padroeira-da-cidade/19096/

[11] https://jornalonorte.com.br/saiba-quem-sao-os-pre-candidatos-a-prefeitura-de-teresina-nas-eleicoes-de-2020/amp/

[12] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-conheca-os-principais-candidatos-a-prefeito-de-salvador/amp/

[13] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-conheca-os-principais-pre-candidatos-a-prefeitura-de-aracaju/

[14] https://jornalonorte.com.br/eleicoes-2020-principais-pre-candidatos-a-prefeitura-de-fortaleza/amp/

[15] http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2012/noticia/2012/10/psb-vai-comandar-o-maior-numero-de-prefeituras-em-capitais-do-pais.html

[16] https://www.esquerdadiario.com.br/Eleicoes-nas-capitais-do-Nordeste-Algumas-observacoes-iniciais

[17]https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/06/aprovacao-de-bolsonaro-segue-estavel-apos-prisao-de-queiroz-aponta-datafolha.shtml

[18]https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/aprovacao-a-bolsonaro-sobe-e-e-a-melhor-desde-o-inicio-do-mandato-diz-datafolha.shtml

[19] https://oglobo.globo.com/brasil/datafolha-bolsonaro-tem-melhor-avaliacao-desde-inicio-do-mandato-1-24585761

[20]http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/10/veja-os-27-governadores-eleitos.html

[21]https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em numeros/noticia/2018/10/28/veja-quem-sao-os-27-governadores-eleitos-nas-eleicoes-deste-ano.ghtml.

[22] https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/eleicoes-2018/bolsonaro-foi-o-mais-votado-em-cinco-capitais-do-nordeste-8p9ytzi7sehxao92ocnawdiqn/

[23] https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/05/rejeicao-a-bolsonaro-bate-recorde-mas-base-se-mantem-diz-datafolha.shtml

[24] https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/03/pesquisa-datafolha-veja-perfil-dos-eleitores-de-cada-candidato-a-presidente-por-sexo-idade-escolaridade-renda-e-regiao.ghtml

[25] https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/08/02/bolsonaro-nordeste-auxilio-bolsa-familia-aprovacao.htm

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