Baixada Fluminense

Por Lucas paz dos Santos, Beatriz da Silva, Carlos Eduardo beda Gomes, Cecília Gameiro, Pedro magno e Larissa Silva

Introdução

Este boletim procura compreender o contexto eleitoral da Baixada Fluminense e traçar em alguma medida uma projeção em cada município e, a partir disso, pensar a região como um todo.

A Baixada Fluminense tem possibilidade de segundo turno em quatro municípios: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo e São João de Meriti. Em ordem os prefeitos são dos partidos MDB, PP, DEM e, novamente, MDB; em todos os casos os atuais prefeitos tentarão a reeleição e, em pelos menos dois dos municípios, são favoritos o suficiente a pensar na possibilidade de eleição em primeiro turno; justamente nos municípios cujos partidos são PP e DEM, isto é, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Em Duque de Caxias, Andreia Zito é forte oposição pelo PP, filha de José Camilo Zito, ex-prefeito que permeia o imaginário eleitoral do município e pode ser mais uma candidata da dupla ex-ARENA a deter um dos quatro municípios com maior população da Baixada Fluminense.

Outros municípios têm dinâmicas diferentes no histórico eleitoral, de forma que a tradição seja mais relevante; é o caso das famílias tradicionais que permeiam o imaginário dos municípios e interferem, ganhando ou perdendo, nas eleições. É o caso da Família Abraão David e Sessim em Nilópolis, família Cozzolino em Magé e  família “do Posto” em Guapimirim. As famílias correspondentes a cada município terão candidatos nesta eleição.

Por fim, é possível conjecturar que a direita como um todo tenderá a aumentar nesta eleição seu monopólio. A direita liberal com PSDB e PL, também com o “pega-tudo” MDB disputarão os eleitores que geralmente votam na direita tradicional com PP e DEM. PSL e Republicanos são os principais partidos Bolsonaristas, que provavelmente irão disputar os votos da ala mais “ideológica” do Bolsonarismo. A força dos dois últimos dependerá de que maneira o bolsonarismo como discurso será utilizado nas eleições para prefeito, uma vez que, a narrativa anti-petista não faz tanto sentido na Baixada Fluminense, bem como o Anti-sistema, tendo em vista a abrangência micro que a prefeitura remete. Portanto, nossa tese é de que a principal disputa será entre a direita liberal e a direita “de ARENA”, principalmente nos municípios com maior população. O Bolsonarismo é um discurso solto, que não necessariamente precisa de apoio recíproco e que não é esperado apenas no Republicanos e PSL (partidos que tendem a apoiar em sua totalidade), mas também em partidos como MDB como no caso de Waguinho (MDB), prefeito de Belford Roxo e Washington Reis (MDB), prefeito de Duque de Caxias, que maior ou em menor medida adquirem o discurso. Isso significa que no centro da disputa essa dinâmica poderá ser usada por ambos os lados.

O objeto de análise do presente texto, que  compõe a pesquisa de monitoramento eleitoral do NUDEB sobre as eleições de 2020, são as cidades de  Paracambi e São João de Meriti, pertencentes à região da Baixada Fluminense. Serão analisados os perfis de votação nos pleitos municipais de ambas as cidades, bem como apresentados os candidatos à prefeito em cada uma delas. O histórico eleitoral do pleito ocorrido no ano de 2016 em tais cidades será utilizado como forma de comparação com a disputa de 2020.

As fontes utilizadas e aplicadas na pesquisa foram o site do TSE, busca em redes sociais dos candidatos (facebook, twitter e Instagram) e em portais de notícia nacionais e locais.

A seguir serão realizadas as comparações, análises e caracterizações dos pleitos, conforme citado anteriormente.

  Nilópolis

Neste município, o candidato Abraão David Neto é amplamente favorito por, principalmente, carregar o nome de uma das mais influentes famílias do município; a relação antiga da família na política local, bem como com a escola de samba Beija-Flor, são preponderantes na manutenção dessa dinâmica.

Em todas as eleições deste século, com exceção de 2012, algum membro da família do então candidato venceu a eleição a prefeito; Farid Abrão em 2000, 2004 e 2016[1] e Sérgio Sessim em 2008[2]. Além disso, Simão Sessim, pai de Sérgio, é importante político a cenário federal; além de ter sido prefeito, pelo ARENA, em Nilópolis no ano de 1973, o então deputado exerce a função de 1979 até o ano de 2019[3].

O grande fator pelo qual a família deve sua popularidade é a relação com a Beija-Flor de Nilópolis. Aniz Abrahão David, mais conhecido como Anísio da Beija-flor, irmão de Farid Abrão e primo de Simão Sessim, surge no contexto como maior foco de influência em toda família. Fora presidente da escola de samba nos anos de 1965-66 e 1987-90; hoje é tido, desde 1973, como presidente de honra[4]. A presidência também esteve em mãos de Farid Abrão, durante os anos de 1984-1992 e 1994-2011[5], na qual, na segunda posse, conquistou junto a escola, sete dos quatorze títulos totais vencidos no grupo especial.

Dessa maneira, com todo histórico da família enraizada no município, o principal polo cultural associado a seu sobrenome e a hegemonia política, que neste século perdeu a prefeitura apenas em 2012-16, o candidato Abraão David Neto, como não poderia deixar de ser, conseguiu ser eleito em todas as tentativas que fez até agora, eleito vereador em todas as eleições de 2004 a 2016 e, nesta de 2020, o grande favorito a vencer mais uma[6].

Dentre os outros candidatos, aquele cuja força política aparentemente será maior para brigar com a hegemonia da família Abrahão David é Jorge Henrique da Costa Nunes, o Dedinho (Solidariedade); eleito vereador em todas as eleições de 2000 a 2016, seu único fracasso eleitoral foi a tentativa a deputado federal em 2014[7]. Vander Calazans (DEM) conseguira ser eleito apenas uma vez, em 2008; Professor Wenderson (PSOL) não conseguiu ser eleito em nenhuma das seis tentativas somados todos os cargos disputados[8]; o mesmo ocorre com Rodrigo Neca (PDT), sem êxito nas duas tentativas e José Mário de Carvalho (PT), cuja experiência política eleitoral é praticamente nula.

Por fim, se por um lado o candidato que mais chance tem de confrontar a tradição da família Abrahão David em conseguir eleger seus candidatos é, justamente, também de um da direita tradicional, por outro lado, a esquerda, ao que parece, não terá grandes chances de triunfo, pois além dos candidatos sem tradição eleitoral, outro fator importante que conta como desfavorável deriva do fato de que Nilópolis, pelo menos no que tange a escolha dos prefeitos, tem como tradição a escolha de partidos da direita; esse fator torna-se ainda mais evidente quando se sabe que, neste século, nenhum prefeito da esquerda fora eleito.

Nova Iguaçu

Nesta eleição, a grande quantidade de candidatos e a saída do ex-prefeito Nelson Bornier, tradicional nas disputas eleitorais no município, deixa possibilidades a uma eleição mais disputada entre os opositores do atual prefeito. Dentro do espectro de possibilidades nas eleições deste ano, três candidatos mostram-se com maior força: Rogério Lisboa, Max Lemos e Rosângela Gomes; Delegado Augusto pode ser uma surpresa em um eventual segundo turno.

Rogério Lisboa (PP) foi vereador em Nova Iguaçu de 1993 a 2004, secretário de obras públicas 2005-2006 no governo de Lindbergh Farias, eleito deputado estadual em 2006 e deputado federal em 2014; por fim, o atual prefeito de Nova Iguaçu eleito em 2016 no segundo turno com 63,91% dos votos válidos e tenta a reeleição no município. Rogério Lisboa é o grande candidato da direita tradicional.

O segundo grande candidato da direita tradicional será Max Lemos (PSDB), que tenta a prefeitura de Nova Iguaçu com um candidato conhecido de um de seus bairros vizinhos, Queimados. Max Lemos, atualmente deputado estadual no Rio de Janeiro, foi eleito e reeleito na prefeitura de Queimados nos anos de 2008 e 2012; na última eleição municipal ajudou a eleger o indicado que deixara ao cargo. Em 2018 conseguiu ser eleito a deputado estadual pelo Rio de Janeiro com 59.672 votos, dentre os quais apenas 7.115 em Nova Iguaçu, o que corresponde a 2,24% dos votos válidos; embora em Queimados tenha conseguido 11.686, o acumulado corresponde, no entanto, a 24,17% dos votos válidos do município[9].

Com o desempenho fraco em Nova Iguaçu, a relação com Queimados será provavelmente o grande trunfo eleitoral que Max Lemos carregará ao longo da campanha. Este trunfo o coloca, junto com Rosangela Gomes, aos maiores postulantes a um eventual segundo turno com Rogério Lisboa, o que dependerá, é claro, em que força estará a figura de Bolsonaro.

Rosangela Gomes (Republicanos) é a principal candidata que se aproxima do discurso ideológico bolsonarista, pois além do discurso moral-religioso, é do partido que hoje mais se aproxima da família do presidente, com dois de seus membros sendo participantes; Flávio e Carlos Bolsonaro, sem deixar aqui de mencionar, a presença de Marcelo Crivella.

A candidata ficou em terceiro lugar nas eleições de 2016 no município com 10,41% dos votos válidos[10] e tem maiores chances de alcançar o segundo turno no município, especialmente devido à saída do tradicional ex-prefeito Nelson Bornier da disputa. Foi eleita vereadora no município em 2000, 2004 e 2008, deputada estadual em 2010 e, em 2014, deputada federal, cargo no qual exerce até a presente data[11]. A sua força eleitoral dependerá de dois fatores: de que maneira se utilizará do discurso bolsonarista e até que ponto outros candidatos poderão se utilizar desse discurso, de forma que se possa “picotar” os votos.

É o que pode acontecer com o candidato Carlos Augusto (PSD). O candidato, que também é delegado, fora o deputado estadual mais votado de Nova Iguaçu em 2018 e tem grande possibilidade de reafirmar o discurso bolsonarista em seu discurso tendo em vista um eventual segundo turno. Nas eleições de 2016, ficou em quarto lugar com 9,63% dos votos válidos e está, aparentemente, um pouco atrás de Rosangela Gomes (Republicanos) no que tange à popularidade. Apesar de ter sido eleito em 2018 como o deputado estadual mais votado no município, o candidato não tem tradição em meio político; esta será sua terceira eleição.

Outros dois candidatos podem comprar o discurso bolsonarista: Raquel Stasiaki (PSL) e Marcelo Lajes (PRTB). Embora exista grande possibilidade de tentarem certa aproximação com o presidente, nenhum dos dois deve ter força para brigar para o segundo turno. A candidata do PSL além de não ter tradição eleitoral, não conseguiu eleger-se no ano em que o bolsonarismo era mais forte. Marcelo Lajes, por sua vez, não fica atrás. Além de ter pouca experiência, o então vereador não dispõe de força eleitoral que o coloque na dianteira.

Wellington Guimarães, mais conhecido como Dr. Letinho (PSC) é advogado e tem pouca experiência política e nenhuma eleitoral. Foi levado por Nelson Bornier ao PSC, partido de Wilson Witzel, e é um dos escolhidos do ex-prefeito como possível em que irá apoiar. Seu vice será Coronel Penteado (PSC).

Luiz Novais (PSB), neste século, não conseguiu ser eleito em nenhuma das tentativas; 2002, 2010 e 2018 a deputado estadual e em 2006 a governador[12]. Ao levar-se em consideração apenas a eleição de 2018, Luiz Novaes conseguiu apenas 2.111 votos em Nova Iguaçu, o que corresponde a 0.66% do total de votos válidos[13].

O PSOL apresentará novamente a Professora Luci como candidata à prefeitura do município. A professora formada em pedagogia pela UFF iniciou a carreira política em 2016 ao tentar a prefeitura de Nova Iguaçu na qual conseguiu somar apenas 1,12% dos votos no primeiro turno. Nas eleições de 2018 recebeu apenas 0,11% dos votos válidos em Nova Iguaçu ao tentar eleger-se a deputada federal, com números no município que chegam a 374 votos[14].

O último candidato é o ex-vereador e ex-secretário de assistência social, Sebastião Berriel (PT). Uma de suas argumentações chaves é a respeito da educação precária em Nova Iguaçu e, a partir disso, a retomada do modelo adotado por Lindbergh Farias. O candidato, no entanto, nunca conseguiu ser eleito em nenhuma de suas tentativas; em 2000, 2004, 2008, 2012 disputou a vereador e 2006 a deputado estadual[15].

Paracambi

A quantidade de candidatos à prefeito na cidade de Paracambi apresenta um aumento em relação ao ano de 2016, no qual quatro candidatos disputaram a prefeitura, sendo Lucimar Cristina da Silva Ferreira, conhecida como Lucimar do Dr. Flávio (PR, Atual PL), eleita em primeiro turno com 47,87% dos votos válidos[16].

Candidato 2016Partido
DelioMDB
Laercio AlvesPDT
Leonardo ToledoPTB
Lucimar do Dr. FlávioPR (atual PL)

Pode-se notar uma divisão política entre as tradicionais esquerda e direita. A primeira representada por Laercio Alves (PDT) e Leonardo Toledo (PTB), com um viés não petista e mais alinhado ao centro. A segunda por Delio (MDB) e pela candidata vitoriosa Lucimar do Dr. Flávio (PR, atual PL).

Candidato 2020Partido
Alessandro da AutoelétricaPTB
Dr. ErnandesCIDADANIA
EriveltonPT
Julio GonçalvesREPUBLICANOS
Lucimar do Dr. FlávioPL
Professor TarcisoPDT
SGT TibúrcioPATRIOTA

A divisão política para 2020 em Paracambi demonstra um cenário bastante conturbado, com a disputa entre sete candidatos[17]. Concorrentes de partidos considerados de esquerda ou centro esquerda ostentam lemas patrióticos buscando atrair para si de seus opositores, como é o caso de Alessandro da Autoelétrica (PTB). Na centro esquerda há Professor Tarciso (PDT) e Dr. Ernandes (CIDADANIA). Na esquerda petista, Erivelton (PT). A ala da direita que “surfa” na onda bolsonarista é composta por Lucimar do Dr. Flávio (PL), SGT Tibúrcio (PATRIOTA) e Julio Gonçalves (REPUBLICANOS).

O grande destaque da corrida eleitoral de Paracambi é a tentativa de reeleição da candidata Lucimar do Dr. Flávio (PL), em uma chapa com o DEM, coligada a outros fortes partidos como o PP, o PSD e o PSL, aproveitando-se a onda conservadora e bolsonarista presente no atual cenário. Em contrapartida, a grande aposta da esquerda para a cidade é o candidato Erivelton Dias Costa (PT), apoiado por André Ceciliano (PT), presidente da Alerj, Délio Leal, ex deputado estadual e ex prefeito de Paracambi, e pelos partidos MDB, PSC e PSDB[18]. Porém, as chances de haver um segundo turno na cidade são baixas dado o forte apoio e popularidade da atual prefeita, que tenta a reeleição, mantendo a tradição de decisão da eleição em primeiro turno, como ocorrido em 2016. (Os únicos Municípios que têm segundo turno são N.Iguaçu, São João, Caxias e B.Roxo devido à terem mais de 200 mil eleitores)

São João de Meriti

Assim como observado na cidade de Paracambi, o pleito municipal de São João de Meriti contará com um número bastante expressivo de candidatos, diferente do ocorrido nas eleições de 2016, quando João Ferreira Neto, conhecido como Dr. João (DEM) ganhou em primeiro turno com 50,90% dos votos[19].

Candidatos 2016Partido
Cristiane BulhõesPSOL
Dr. JoãoPR (atual PL)
IranildoPSD
Marcelo SimãoMDB
Professor JozielREDE

Em tal cenário político nota-se uma divisão entre a esquerda, a centro esquerda e a direita. A primeira representada por Cristiane Bulhões (PSOL); a segunda por Iranildo (PSD) e Professor Joziel (REDE) e a terceira por Marcelo Simão (MDB) e Dr. João (PR, atual PL), este último eleito na conjuntura antipetista fortalecida após o impeachment de Dilma Rousseff em 2014, quando era deputado federal.

Candidatos 2020Partido
Charlles BatistaREPUBLICANOS
Dr. JoãoDEM
Giovani RatinhoPROS
Leo VieiraPSC
Paulinho do SindicatoPT
Professor JozielPSL
TitinhoPODE
Vinicius BaiãoPSOL

No cenário eleitoral de 2020, que conta com oito concorrentes para o pleito em São João de Meriti[20], a ascensão da figura da direita bolsonarista  aparece na figura de candidatos como Leo Vieira (PSC), Professor Joziel (PSL) e Charlles Batista (REPUBLICANOS). Ao centro aparece Titinho (PODE). Na ala da centro-esquerda Giovani Ratinho (PROS). Na centro-direita Dr. João (DEM). Na esquerda está Vinicius Baião (PSOL). Na esquerda petista, Paulinho do Sindicato (PT).

Com uma  sólida coligação, o atual prefeito de São João de Meriti tenta reeleger-se e é favorito. Ao seu lado figuram partidos como PTC, PP, PDT, PL, PV, PSDB, PATRIOTA, MDB e PSB. Seu principal opositor, de visão bolsonarista é Charlles Batista (REPUBLICANOS), defensor da política armamentista, porém com pouca articulação e apoio. Apesar das divergências e da alta fragmentação política na cidade, as chances de reeleição de Dr. João em um primeiro turno são altas, visto que os demais candidatos apresentam baixa popularidade, aliada a um histórico político ruim e de pouca articulação[21].

Queimados

Queimados conta com 10 candidatos à prefeitura do município18. Dentre essas 10 candidaturas, apenas uma é de uma mulher – Celena dos Santos (PSOL) – e 6 se identificam dentro do espectro político enquanto de esquerda ou de centro-esquerda. No entanto, os outros quatro candidatos que se alinham à direita ou centro-direita dominam o quadro de popularidade dentre a população de Queimados. Esse município, durante as eleições de 2018, elegeu com a maioria dos votos o atual presidente Bolsonaro, o governador Witzel, e o Senador Flávio Bolsonaro, o que mostra a predominância do campo político de direita no cenário eleitoral de Queimados19.

  A princípio, o atual prefeito Carlos Vilela (MDB) procuraria reeleição; no final do mês de Setembro anunciou que não participaria da corrida eleitoral e saiu em apoio ao novo candidato Lenine Lemos (PSDB), atual Secretário de Educação do município de Queimados. Apesar do histórico recente na política sua candidatura vem mostrando força pela intensidade de apoio que recebe do atual prefeito, de seu irmão Max Lemos (PSDB) – ex-prefeito de Queimados e atual Deputado Estadual do Rio de Janeiro – e da coligação Unidos Por Uma Queimados Cada Vez Mais Forte (Podemos, Cidadania, PV, PRTB, PTC, PSL, PSC). Dentre as pautas que aborda durante sua campanha estão muito presentes a Saúde, Educação e inclusão das Pessoas com Deficiência – com frequência inclui sua filha portadora de Síndrome de Down em postagens nas redes sociais.

Com grande popularidade e similaridade de discurso com o Presidente Jair Bolsonaro, Machado Laz (DEM) foi vice do atual prefeito Carlos Vilela; renunciou ao cargo em oposição ao governo e atualmente sua campanha se mostra crítica à atual gestão. Dentre os temas recorrentes nas suas campanhas encontramos o da Segurança Pública; uma das suas propostas é o armamento da Guarda Municipal. Outro eixo presente nas suas redes é a família e a Igreja Batista.

Zaqueu Teixeira (PSD) também aparece com força no cenário político. Nas eleições em 2016 recebeu 42.66% dos votos20 e nessa eleição retorna para disputar novamente o cargo. Já foi chefe da Polícia Civil e é ex-Secretário Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

O candidato Major Rodrigues (PTB) é alinhado à Família Bolsonaro, e sua popularidade resulta desse contato, uma vez que não tem tradição na política do município.

Os demais candidatos não mostram muita força e não contam com muito apoio de outros partidos ou de outras figuras públicas. São eles Celena Santos (PSOL), Doutor Marcelo (PMN), Edmilson Gomes (PCdoB), Glauco Kaizer (Solidariedade), Major Elias José (PROS) e Ribamar Dadinho (PT).

Japeri

Japeri conta com 9 candidatos à prefeitura do município21. Dentre essas 9 candidaturas, apenas uma é de uma mulher – Dra. Fernanda Ontiveros (PDT). Conta com duas candidaturas alinhadas à esquerda ou centro-esquerda – Cézar Melo (Cidadania) e a supracitada Dra. Fernanda.

Dois dos candidatos apresentam problemas semelhantes que deve dificultar a sua eleição. O primeiro é o ex-prefeito Carlos Moraes (PSDB), impedido de dar continuidade ao seu mandato (2016) por ter sido preso em 2018 por associação ao tráfico22 e que agora procura ser eleito novamente com o slogan: “Sim, nós podemos retomar”; essa iniciativa vem se mostrando pouco eficaz.

Assim também ocorre com o atual prefeito Cézar Melo, que assumiu a prefeitura mediante o encarceramento de Carlos Moraes; seu nome também se tornou bastante desgastado nos últimos anos.

Outro nome desgastado é do candidato Timor (Republicanos), prefeito já por dois mandatos consecutivos do município (2008 e 2012). Durante seu tempo de governo foi associado a crimes de corrupção e homicídio.

Helder (PSC), atual vereador do município, vem ganhando força no cenário eleitoral com o apoio de uma coligação denominada Japeri: Agora Seu Futuro É Ir Em Frente; conta com partidos de diversos alinhamentos ideológicos (PSL, PSC, PV. AVANTE, PROS, PT).  Ele se mostra um dos candidatos mais prováveis de conseguir eleição.

Fabinho do Guandu (PSD) vem procurando apoio popular pelo alinhamento ideológico com a direita bolsonarista, trazendo consigo figuras como a da Deputada Estadual Alana Passos que apoia a sua campanha. Também carrega o discurso religioso evangélico nas suas redes sociais. No entanto, apesar de o município ter elegido o atual presidente Bolsonaro e seu filho Flávio Bolsonaro como Senador, parece pouco provável que o candidato Fábio assuma a liderança nessa eleição.

Os demais candidatos seguem também à margem do cenário eleitoral central; são eles Bruno Silva (PL), Jonas Aguiar da Cruz (MDB) e Poroca (PTB).

Duque de Caxias

Sendo o terceiro maior colégio eleitoral do Rio de Janeiro, Duque de Caxias possui, segundo o último censo [2010] do IBGE, cerca de 855.048 pessoas[22], tendo chance de haver um segundo turno. Esse ano o município possui nove candidatos: o atual prefeito Washington Reis (MDB), Jorge Moreira Theodoro, mais conhecido como Dica (PL), Marcelo Dino (PSL), Andreia Zito (PP), Ivanete Silva (PSOL), Aluizio Junior (PT), Gutemberg Cardoso (PV), Samuel Maia (Pc do B) e José Zumba (PSB)[23].

Washington Reis (MDB)[24] foi prefeito de Duque de Caxias no ano de 2004 e em 2016 disputou o segundo turno contra o candidato Dica, levando a vitória com 54,18% dos votos. Sua força política na região se dá pelo fato de já ter uma carreira política antiga, sua família dominar vários ramos da política e por ter o apoio da família Bolsonaro, comparecendo a inaugurações de obras bancadas com o dinheiro da União[25]. Seu partido MDB possui uma orientação política centrista.

Outra candidata é a filha do ex prefeito de Duque de Caxias José Camilo Zito. Andréia Zito (PP) que já foi vereadora, deputada estadual e deputada federal, no ano de 2018 tentou se eleger novamente como deputada federal pelo PSB, porém não obteve êxito. Ela atualmente se encontra no partido Progressista e está disputando o cargo a prefeita.

Os outros candidatos, por não terem uma carreira política muito forte na região acabam ficando atrás nas pesquisas. Ivanete Silva (PSOL), por exemplo está pela segunda vez tentando se eleger prefeita. A grande resistência em votar em partidos mais de esquerda na Baixada é muito forte, principalmente pela massiva propaganda feita pelos candidatos mais de direita que pertencem a partidos maiores, com maior tempo eleitoral na televisão, maior verba de campanha e também pela influência de religiões mais conservadoras.

Magé

Magé é um dos municípios mais antigos da Baixada Fluminense com 246.433 habitantes estimados pelo IBGE[26], e terá seis candidatos em 2020 para a eleição do cargo de prefeito, sendo eles: Jane Reis (MDB), Carlos Henrique Rios Lemos, o Boneco (PMN), Renato Cozzolino (PP), Ricardo da Karol (PSC), Rogério do Valle (PL) e o Sargento Lopes (PSD)[27]. O atual prefeito é Rafael Santos de Souza, mais conhecido por Rafael Tubarão (PPS). Foi eleito em 2016 com 63,97% dos votos e condenado por abuso de poder em um esquema de distribuição de cestas básicas ao lado de seu vice, Vandro Família (DEM)[28].

A professora, estudante de direito e irmã do atual prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis está disputando pelo cargo. Jane Reis vem como candidata do MDB, e no dia 05/09/2020 para oficializar sua candidatura, realizou uma convenção online onde apresentou ser a saúde uma das suas principais prioridades, já que a Baixada não possui, nos dias de hoje, uma grande unidade de saúde. Ela também afirmou que vai cuidar do turismo, pois Magé tem um forte potencial.

Rogério do Valle virá com grande força por estar sendo apoiado por Rafael Tubarão (PPS) e alguns partidos como, DEM, PTB, Cidadania, PSDB, Avante e Pc do B. O candidato Boneco (PMN) também está concorrendo e a partir de um episódio ocorrido em Março deste ano, quando ele decidiu pedalar até Brasília para se encontrar com Jair Bolsonaro, nós podemos compreender sua aproximação aos ideais do presidente.

Guapimirim

Pertencente ao município de Magé, Guapimirim foi emancipada no ano de 1990 e possui uma população estimada de 61.388 habitantes segundo o IBGE[29]. Esse ano, Guapi possui cinco candidatos a prefeitura, sendo quatro mulheres e apenas um homem. Seus candidatos são: Ismeralda (MDB), Lígia do Nelson do Posto (PSD), Marina (PMB), Professora Noemi (PTB) e Zelito Tringuelê (PDT) que é o atual prefeito, eleito em 2016 com 38,70% dos votos[30].

Ligia do Nelson do Posto é neta de Nelson do Posto, o primeiro prefeito da cidade em 1992 logo após a emancipação. Ela possui uma coligação com o partido Podemos cujo o lema é “O bom pode voltar”, se referindo ao avô, onde ela diz querer realizar todos os projetos que ele não teve tempo para tirar do papel.

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência[31], durante os dias 3 e 5 de outubro, onde a margem máxima estimada de erro é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos, Marina (PMB) aparece na frente das pesquisas com 40%. Na última eleição ela acabou ficando em segundo lugar com 25,76% de votos.

Em seguida, Ligia do Posto e Zelito Tringuele aparecem empatados com cerca de 16% de intenção dos votos. A Professora Noemi (PTB) aparece com 8% e Ismeralda (MDB) com 6%, sendo os eleitores que afirmaram que votariam branco ou nulo cerca de 10% e os indecisos 4%.

Mesquita

O atual prefeito, eleito em 2016 pelo PSDB[32], Jorge Miranda, disputa sua reeleição pelo Partido Liberal[33] (PL) e tem como opositor Leydervan da Silva José, o Vandinho da Gráfica, pelo PDT, Cristiane Pelinca do Amaral, mais conhecida como Cris Gêmeas, pelo PSD cria forças em sua campanha com uma das maiores coligações[34] da disputa, incluindo PSL, PMB, AVANTE, PV, PTB, PSB, DC, PATRIOTA E PSC.

Outra candidata a ser levada em consideração é a Thaianna Cristina, Doutora Thay, pelo PSDB que vem apoiando diretamente Bolsonaro em sua campanha pelas redes sociais[35].

CANDIDATOS[36]PARTIDO
Jorge MirandaPL
Vandinho da Gráfica (Leydervan da Silva José)PDT
Cris Gêmeas (Cristiane Pelinca do Amaral)PSD
Doutora Thay (Thaianna Cristina Barbosa dos Santos)PSDB
Antonio dos SantosPC do B
Jorge BernardesRede

Seropédica

O único candidato que parece ter alguma força para disputar o cargo contra o atual prefeito Anabal Barbosa do PDT e candidato a reeleição é o Professor Lucas Dutra, do PSC, que conta a única coligação[37] opositora composta pelos partidos PP, PATRIOTA, PSL, DEM, SOLIDARIEDADE, PV, PRTB, PSC, CIDADANIA e PTC.

CANDIDATOS[38]PARTIDO
Anabal BarbosaPDT
Professor Lucas DutraPSC
Adonis Teixeira (Adonizdeques de Pontes Teixeira)DC
Dra Glória (Glória Elizabeth Colimbino de Maldonato Martinez Frutos)MDB
Luciano da Rede ConstruirPL

Belford Roxo

Atual prefeito do local, Waguinho busca permanecer no governo, sendo o mais popular entre os candidatos. Foi eleito em 2017, mas foi afastado do cargo em abril de 2019 devido à uma investigação de desvio de recursos públicos, na qual um grupo de 25 pessoas teria desviada 14 milhões dos cofres do município da Baixada Fluminense. Por decisão do TRE foi reapossado em junho de 2019. É conhecido na política, foi deputado estadual do Rio de Janeiro em 2010. Além de ter conseguido apoio de Bolsonaro em 2018, o que incentiva a população daquele local.

Nas eleições de 2018, 61% da população apoiou o Bolsonaro no primeiro turno e 68% no segundo turno. Para governador 37% apoiou o Witzel no primeiro turno e 63% no segundo turno. Podendo demonstrar o perfil de candidatos que esse público admira.

Itaguaí

Em Itaguaí 2018 não foi diferente, 66% apoiaram Bolsonaro no primeiro turno e 74% no segundo. Para governador 51% de apoio ao Witzel e 74% no segundo turno, caracterizando também o perfil geral da população.

O candidato mais popular, nesse momento, é o Agnor Teixeira do PTC, com uma ideologia conservadora e liberal, defendendo também o cristianismo, assim como o presidente atual que se intitula o messias.

Conclusão

Os municípios da Baixada Fluminense, de maneira geral, têm pelo menos um candidato conservador que se alia de alguma maneira com os ideais bolsonaristas. Apesar da direita tradicional ser ainda dominante no que tange à possibilidade de prefeitos eleitos, é possível ver que a direita mais conservadora está em crescente e toma, inclusive, parte da direita tradicional. Os partidos com ideologias cristãs estão cada vez mais fortes no cenário eleitoral dentro desse contexto em comparação com as eleições anteriores. Além disso, outro fator sintomático, é a esquerda com poucas candidaturas que tenham chances reais de vencer; o candidato Anabal do PDT é uma exceção. É importante lembrar que em 2008 a esquerda tinha vencido em quatro municípios, todos eles pelo PT, o mesmo partido que nesta eleição não apresentou nenhum candidato que esteja forte no cenário eleitoral.

Dessa maneira, a esquerda parece está fora do jogo e a direita tradicional será a maior combatente do bolsonarismo. O problema, no entanto, é que essa fronteira não é bem delimitada. Em primeiro lugar, não parece ser correto colocar o MDB, conhecido por ser do “centrão”, ou dito por “partido ônibus” e “pega-tudo”, no mesmo patamar de PP e DEM, por exemplo; se o primeiro é o MDB que se conhece desde a ditadura militar, os que sobram são provenientes do ARENA, ou seja, as raízes partidárias são opostas; vale lembrar que bolsonaro atuou a maior parte de sua carreira pelo PP. É evidente que o Bolsonarismo é uma preocupação por parte da esquerda, no entanto, um dos legados negativos que esta eleição pode trazer, é justamente a razoabilidade recria os partidos tradicionais da direita que sempre foram o parte de um polo. É possível imaginar uma aproximação, de forma macro, no “novo centrão”, de forma muito mais fácil entre DEM e PP do que com PSDB, por exemplo. Por fim, mesmo que Jair Bolsonaro não tenha um partido, existe um hoje que, ao se levar sua forma de atuar e posicionamentos ideológicos, está mais próximo do então presidente; o Republicanos.

Traçar qualquer legado antes de uma eleição é ser leviano, entretanto, é possível conjecturar DEM e PP saindo mais fortes que outros partidos da direita nesta eleição, não necessariamente devido ao número de prefeitos, mas pelo motivo mais amplo citado, a narrativa da razoabilidade entregue a esses partidos.


[1] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/11510617787>

[2] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/74387197749>

[3] https://www.camara.leg.br/deputados/73424/biografia>

[4] Ibidem.

[5] http://www.academiadosamba.com.br/passarela/beijaflor/diretoria.htm>

[6] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/05306040780>

[7] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/00269181709>

[8]  https://eleicoes.datapedia.info/candidato/pesquisa/WENDERSON%20DIAS%20RIBEIRO>

[9] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/75061600720>

[10] https://eleicoes.datapedia.info/eleicao/2016/RJ/58696>

[11] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/82863989715>

[12] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/10368345734>

[13] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/perfil/2273725/RJ>

[14] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/perfil/2273078/RJ>

[15] https://eleicoes.datapedia.info/candidato/historico/87652420768>

[16] https://placar.eleicoes.uol.com.br/2016/1turno/rj/paracambi/.

[17] http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/municipios/2020/2030402020/58718/candidatos.

[18] https://jornalatual.com.br/2020/09/18/andre-ceciliano-e-delio-leal-lancam-erivelton-dias-costa-candidato-a-prefeito-de-paracambi/.

[19] https://placar.eleicoes.uol.com.br/2016/1turno/rj/sao-joao-de-meriti/.

[20] http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/municipios/2020/2030402020/59013/candidatos.

[21] <https://odia.ig.com.br/sao-joao-de-meriti/2020/09/5996260-eleicoes-2020–conheca-os-candidatos-a-prefeitura-de-sao-joao-de-meriti.html#foto=1>

[22] https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/duque-de-caxias/panorama

[23] https://odia.ig.com.br/duque-de-caxias/2020/09/5991919-conheca-os-candidatos-a-prefeito-de-duque-de-caxias.html#foto=1

[24] https://www.camara.leg.br/deputados/160620/biografia

[25] https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/09/26/cla-bolsonaro-faz-ofensiva-no-rj-para-ganhar-prefeituras-de-olho-em-2022.htm

[26] https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/mage/panorama

[27]https://www.diariocidade.com/rj/mage/eleicoes/2020/candidatos/prefeito/

[28] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/05/21/tre-rj-condena-prefeito-de-mage-e-deputado-estadual-por-abuso-de-poder-politico-ambos-estao-inelegiveis-ate-2026.ghtml

[29] https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/guapimirim/panorama

[30]https://www.diariocidade.com/rj/guapimirim/eleicoes/2020/candidatos/

[31] https://odia.ig.com.br/colunas/informe-do-dia/2020/10/6002649-candidata-do-pmb-lidera-pesquisa-em-guapimirim.html

[32] http://www.mesquita.rj.gov.br/pmm/prefeito/>

[33]http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/58467/190000706493

[34]http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/58467/190000897208

[35]https://www.facebook.com/drathay/posts/670436273608331

[36]http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/municipios/2020/2030402020/58467/candidatos>

[37]http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/58424/190001237550

[38] http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/municipios/2020/2030402020/58424/candidatos>

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